TODOS SÃO VENCEDORES

Premiados ou não, todos os 300 projetos e centenas de estudantes e professores só tem a comemorar

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O encerramento da 23ª Ciência Jovem, Feira Internacional de Ciências de Pernambuco, se transformou, neste sábado (11), em uma grande festa do conhecimento. Todos, premiados ou não, só tem a comemorar: “…comemorar a troca, o compartilhamento, a experiência. Os grupos mais experientes saem daqui com vontade de produzir mais. Os mais novos veem brotar essa semente que é o desejo de aprender e descobrir”, afirma o diretor do Espaço Ciência, Antonio Carlos Pavão.

Os vencedores levaram para casa troféus, confeccionados artesanalmente pelo designer do Espaço Ciência Bruno Aroucha. “Estamos no Biênio da Matemática e nosso troféu reproduz uma demonstração do Teorema de Pitágoras”, explica Pavão. Além disso, os premiados ganharam medalhas, kits de livros e atividades pedagógicas, equipamentos eletrônicos como notebooks e tablets, e credenciais para importantes Feiras Internacionais.

VENCEDORES – O que os projetos premiados mostram é que o conhecimento pode servir para resolver problemas: da comunidade ou da escola. Vencedor em primeiro lugar na categoria Desenvolvimento Tecnológico, o grupo do EREM Augusto Gondim, de Goiana – Pernambuco, foi motivado por uma situação vivida no cotidiano: a falta de água para a limpeza da escola.

A partir desse problema, eles utilizaram motores e mangueira de uma máquina de lavar quebrada para criar o ECOLIMP. A máquina faz a filtragem de água já utilizada e ainda tem uma vassoura acoplada que gira rapidamente garantindo a lavagem do ambiente de maneira fácil. Uma solução encontrada para ajudar o único funcionário da escola responsável por mantê-la limpa para os mais de 500 estudantes.

Foi também a partir da realidade local que o grupo do Fundamental 2 da Escola Recreart, de Gravatá, produziu seu projeto “Entre águas ausentes, o angico branco salva a gente”. Eles pesquisaram a caatinga para descobrir a melhor espécie para utilizar na limpeza da água da Manipueira, resíduo tóxico da farinha de mandioca que costuma ser jogado nos rios, causando a degradação do ambiente.

A partir da liberação de Tanino pelo Angico Branco, eles usaram um composto nas águas que provocou a floculação. Depois, com filtro artesanal, terminaram a limpeza para reaproveitamento da água e utilização dos resíduos como fertilizante. O projeto foi primeiro lugar na categoria Divulgação Científica.

Na categoria Internacional, a falta de água também foi o motor que levou o grupo premiado, do Paraguai, a pesquisar uma alga que pudesse aumentar a resistência das plantas.

Sustentabilidade foi, ainda, o foco do vencedor da categoria Incentivo à Pesquisa. O projeto, do Mato Grosso, demonstra a possibilidade de utilização do óleo de linhaça para produção de biodiesel.

Na Categoria Iniciação à Pesquisa, venceu a alegria contagiante de um grupo que brincava, cantava e sorria, estimulado pela professora. Um grupo que pesquisou as lendas populares de forma divertida: fez festa para o Curupira, pintou o muro da escola com desenhos, produziu seus próprios textos e, principalmente, se deliciou com a aprendizagem.

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