SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS

Oficinas, brincadeiras, apresentações culturais e roda de conversa dão visibilidade à cultura indígena

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Durante quatro dias, a cultura e conhecimento dos povos indígenas, sobretudo de Pernambuco, foram o foco das atividades no Espaço Ciência. A Semana dos Povos Indígenas atraiu mais de mil visitantes que puderam assistir apresentações e dialogar com integrantes dos Fulni-ô e, desta forma, desconstruir muitos estereótipos construídos ao longo de 517 anos de resistência destes povos.

Para Thafkhea, um dos integrantes do grupo, o mês de abril é um momento importante para eles, que saem de sua comunidade, não apenas para vender sua fonte de renda e subsistência – o artesanato, quanto para dar visibilidade à sua cultura: “A gente quer mostrar que existe, que não é uma história de livro. Estamos espalhados em muitos lugares e cada povo tem sua cultura”, diz o Fulni-ô.

Em Pernambuco, eles são o único grupo de indígenas que conseguiu preservar a própria língua: o Yaathée. Além de conversar com os estudantes, o grupo apresentou seu canto e sua dança. E aproveitou para conhecer e desfrutar dos experimentos do Museu.

No estado, além dos Fulni-ô, que vivem na cidade de Águas Belas, existem nove outras comunidades indígenas: Atikum, Kambiwá, Kapinawá, Pankará, Pankararu, Pipipã, Truká, Xukuru e Tuxá.  O documentário “Povos Indígenas de Pernambuco: a resistência faz 500 anos”, produzido por várias instituições no final da década de 90, foi exibido para os visitantes.

As oficinas e brincadeiras também foram atração durante estes quatro dias de Semana dos Povos Indígenas. Os visitantes aprenderam sobre o uso das plantas entre os indígenas e fabricaram repelentes naturais; fizeram tinta com urucum e ouviram sobre a pintura corporal indígena; construíram um mini observatório indígena e conheceram formas de orientação pelo sol.

Também puderam participar de brincadeiras típicas de algumas comunidades indígenas, como a Corrida do Tronco, a zarabatana e o futebol indígena.

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