ASTRONOMIA EM ITACURUBA

População do município vive um dia para brincar de Ciência, descobrir a Astronomia e apreciar o céu

02_06_2017Fotos: Divulgação / Secti

O município de Itacuruba, no Sertão Pernambucano, viveu, no dia 02 de junho, um dia especial. A programação de batismo do Asteroide que ganhou o nome da cidade mobilizou a população, que teve a oportunidade de descobrir que a Ciência pode ser muito divertida e que há, no céu, muitas coisas a se observar e descobrir.

No Ginásio Poliesportivo Municipal, as pessoas puderam curtir o Ciência Móvel, programa itinerante do Espaço Ciência, e a Caravana Notáveis Cientistas de Pernambuco. “Atendemos mais de mil pessoas e todos se empolgaram com os experimentos, o Planetário Inflável e as atividades”, conta Roberta Cristina, da Coordenação do programa.

Na área externa do Ginásio,  a equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco, promoveu oficinas de montagem e lançamento de foguetes, além de observações do céu.

OASI – As pesquisadoras Daniela Lazzaro e Terezinha de Jesus Alvarenga, do Observatório Nacional, foram responsáveis por alguns dos momentos memoráveis do dia. Em visitas guiadas, grupos de estudantes, comunidade científica, gestores e parlamentares puderam ter acesso ao segundo maior telescópio em solo brasileiro.

Em vídeo exibido pelas pesquisadoras, os visitantes acompanharam toda a trajetória do OASI (Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica): sua implantação; a primeira observação, em 2011; e o desenvolvimento do projeto IMPACTON, que analisa e monitora asteroides, sobretudo os que oferecem maior risco ao planeta.

Foi possível, ainda, conhecer um pouco mais sobre os asteroides e sobre o projeto. O Asteroide 10468, descoberto em 1981, e que foi batizado como Itacuruba, é um dos que são observados e analisados pelo IMPACTON.

“O estudo da composição de um asteroide, por exemplo, pode determinar o impacto gerado pela colisão de um deles com a Terra. E a análise desta composição é feita a partir da observação da luz refletida pelo asteroide”, conta o diretor do Espaço Ciência, Antonio Carlos Pavão, a partir da explicação das pesquisadoras.

Além do diretor do Espaço Ciência, estavam presentes nas atividades de batismo do asteroide o representante da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Alexandre Stamford; o prefeito do município, Bernardo Ferraz, além de vereadores da cidade.

POLUIÇÃO LUMINOSA – Durante toda a programação, as pesquisadoras do Observatório fizeram questão de alertar para os problemas gerados pela poluição luminosa e a importância de preservar o céu noturno. “A iluminação inadequada das cidades, além de atrapalhar o trabalho dos astrônomos, tem efeitos negativos para várias espécies animais, inclusive o homem. E nos impede de ter acesso a essa riqueza natural, que é a beleza do céu à noite”, afirma Antonio Carlos Pavão.

Uma das sugestões apresentadas pelo diretor do Espaço Ciência ao prefeito da cidade, Bernardo Ferraz, é a realização de um projeto de adequação da iluminação da cidade. “Um sistema apropriado de iluminação pode ser determinante para colocar Itacuruba definitivamente na rota do turismo astronômico, além de servir de exemplo para outras cidades da região que podem interferir nas observações do OASI. E tem outras vantagens, pois uma iluminação adequada gera menos desperdício e é mais econômica”, ressalta Pavão.

DOAÇÃO – O Espaço Ciência doou ao município de Itacuruba um projetor de planetário modelo Cosmodyssey III e o projeto arquitetônico para a construção da cúpula para projeção. A prefeitura tentará inaugurar o Planetário da cidade durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro.

FORMAÇÃO – Encerrada a programação para a cidade, as pesquisadoras receberam no OASI a equipe do Ciência Móvel, que teve a oportunidade de ampliar seus conhecimentos em Astronomia. “Nós só temos a agradecer a Daniela e Terezinha. Foi um momento muito gratificante e enriquecedor”, afirma Roberta Cristina.

Confira a galeria (Fotos: Divulgação/Secti):

 

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