MENOS LUZES, MAIS ESTRELAS

Observatório da Sé reforça campanha mundial de monitoramento da poluição luminosa nesta sexta e sábado, 14 e 15

Nesta sexta e sábado, 14 e 15, os visitantes do Observatório Astronômico do Alto da Sé vão ajudar a reforçar a campanha mundial “Globe at Night”. Realizada há 15 anos, em mais de 180 países, o objetivo é monitorar a poluição luminosa. As medições serão feitas no local, mas o objetivo é que as pessoas possam repetir a experiência a partir de outros pontos de observação.

Para fazer o monitoramento, deve ser utilizado um aplicativo de céu noturno no celular. A partir dele, deve-se encontrar a constelação mais visível: no caso de janeiro, será a constelação de Órion, famosa pelas “Três Marias”, três estrelas que compõem o cinturão do “caçador” mitológico.

O próximo passo é acessar o site da campanha Globe at Night e inserir as informações solicitadas, como as condições atmosféricas e de visibilidade. ACESSE AQUI

“É uma campanha que pretendemos realizar mensalmente no Observatório, orientando os visitantes para repetirem a experiência próximo a suas casas. O objetivo é alertar para os efeitos da poluição luminosa”, afirma Cleiton Batista, da Coordenação do Observatório Astronômico do Alto da Sé, gerido pelo Espaço Ciência.

MENOS LUZES, MAIS ESTRELAS – Há pouco mais de um século, era possível andar à noite e  ver o arco da Via Láctea no céu noturno. Visualizar milhares de estrelas era parte da vida cotidiana dos diferentes povos e servia como inspiração para pensadores e artistas, como  Van Gogh, Holst ou Shakespeare. “O excesso de luz, gerado por um processo desorganizado de urbanização, ofusca o brilho das estrelas, atrapalha a pesquisa astronômica, perturba os ecossistemas, gera problemas à saúde e desperdício de energia”, ressalta Cleiton.

Ao perturbar os ecossistemas, a poluição luminosa representa uma séria ameaça. Pode confundir os padrões migratórios dos animais, alterar as interações competitivas e relações predador-presa, causar danos fisiológicos.

Com relação aos efeitos adversos à saúde, os chamados ritmos circadianos, ciclos naturais do corpo, e a produção de melatonina, são regulados pela luz e pela escuridão (dia e noite). Se os humanos forem expostos à luz durante o sono, a produção de melatonina pode ser suprimida, levando àa distúrbios do sono e outros problemas de saúde como dores de cabeça, fadiga, estresse e ansiedade.

Segundo os organizadores da Campanha, a poluição luminosa pode ser reduzida com bastante facilidade: proteção adequada das luzes, utilização apenas da quantidade necessária de iluminação e uso de lâmpadas energeticamente eficientes e com espectros apropriados.

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