#CIÊNCIAMUDAOMUNDO

No dia em que se anuncia corte de R$ 635 milhões destinados a pesquisa, Espaço Ciência lança a ação “Ciência muda o mundo”

O Espaço Ciência convida a comunidade científica e todos os que contribuem para o desenvolvimento da Ciência e a formação de cientistas a participarem da ação #CIÊNCIAMUDAOMUNDO. Para isso, basta gravar um vídeo, de até um minuto, na posição vertical, mostrando como o seu trabalho contribui para a sociedade. Os vídeos devem ser enviados para comunicacaoec@gmail.com. Eles serão postados nas redes sociais do Espaço Ciência no período de realização da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – 18 a 23 de outubro.

A ação está sendo lançada no mesmo dia em que se anuncia um corte de R$ 635 milhões do orçamento que seria destinado a bolsas de apoio à pesquisa e a projetos já agendados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). De última hora, a Comissão Mista do Orçamento atendeu a ofício enviado pelo Ministério da Economia e modificou um Projeto de Lei (PLN 16), subtraindo recursos destinados a bolsas e apoio à pesquisa .

O PLN 16 destinava 690 milhões de reais para o MCTI, alimentando em particular as bolsas e o Edital Universal do CNPq. Mas, por força de um ofício enviado pelo Ministério de Economia na véspera da reunião da Comissão Mista do Orçamento, mais de 90% desses recursos foram transferidos para outros ministérios, restando apenas R$ 55,2 milhões de reais, destinados ao atendimento de despesas relacionadas aos radiofármacos.

“É um golpe duro na ciência, na inovação, que prejudica o desenvolvimento nacional”, ressalta a nota escrita por oito entidade científicas do país. Para o diretor do Espaço Ciência, Antonio Carlos Pavão, a campanha #CIÊNCIA MUDAOMUNDO é uma oportunidade para mostrar a importância das diferentes pesquisas científicas. “Em Pernambuco, lançamos como tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia o título de um livro de José Leite Lopes: Ciência é libertação! Nenhum país se desenvolve com autonomia se não investir em seu desenvolvimento científico”, diz Pavão.

Comentários estão fechados.