DIA DA ASTRONOMIA

Domingo, 20 de setembro, é dia de observar o céu e de celebrar a história de Pernambuco na Astronomia

Domingo, 20 de setembro, é o aniversário de George Marcgrave. Natural da Alemanha, o cientista – com formação em matemática, história natural, astronomia e medicina – veio para o Brasil em 1638 na comitiva holandesa de Maurício de Nassau. Ao construir aqui o Observatório Astronômico no Recife, o primeiro das Américas e de todo Hemisfério Sul, ele inaugura a tradição histórica de Pernambuco no que se refere ao conhecimento astronômico.

Por isso, no próximo domingo, estamos todos convidados a celebrar o DIA ESTADUAL DA ASTRONOMIA, observando o céu. O Espaço Ciência convida todos a fazerem fotos do céu, diurno ou noturno. A melhor foto será premiada com uma gravação a laser. As fotografias devem ser enviadas para o e-mail comunicacaoec@gmail.com

Vale ressaltar que, desde 2017, a Semana Estadual de Astronomia e a Semana Municipal de Astronomia do Recife são regidas por leis, aprovadas pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Vereadores. Desde a segunda-feira, 14, o Espaço Ciência montou uma programação especial para celebrar a semana.

ACOMPANHE TODA A PROGRAMAÇÃO

TRADIÇÃO HISTÓRICA – Com a construção do Observatório Astronômico do Recife, foi possível observar e descrever cientificamente, pela primeira vez, um eclipse do Sol em terras recifenses, em 1640. Por conta disso, o Recife é conhecido como “Berço da Astronomia das Américas”. Mas a história do conhecimento astronômico em Pernambuco não se restringe ao Recife, onde também foi construído, em 1855, o Observatório da Torre Malakoff, que serviu como escola para treinamento de oficiais da Marinha, em um período de grande importância para as navegações.

Olinda também tem fatos marcantes no que diz respeito à Astronomia. O Observatório do Alto da Sé foi construído em 1896 próximo ao local onde foi descoberto o chamado Cometa de Olinda, em 1860. Também naquela área, foi realizada a observação do trânsito de Vênus pelo disco solar, em 1822, que permitiu calcular a distância da Terra até o Sol.

O pioneirismo pernambucano na Astronomia permanece até hoje. A cidade de Itacuruba, por exemplo, abriga o Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), onde é realizado o chamado projeto IMPACTON que, desde a implantação do OASI, entre 2003 e 2004, analisa e monitora asteroides, sobretudo os que oferecem maior risco ao planeta. O telescópio do OASI é o segundo maior telescópio em solo brasileiro e a cidade de Itacuruba dá nome ao asteroide 10468, descoberto em 1981.

Mais recentemente, a queda de meteoritos na cidade de Santa Filomena botou o estado mais uma vez no mapa da Astronomia Mundial. O fenômeno ocorreu no dia 19 de agosto e, alguns dias depois, a pequena cidade do Sertão pernambucano, passou a receber gente de todas as partes do mundo, que foram em busca destas “pedras vindas do espaço”. “É uma história importante, mas que nem todos conhecem. Valorizar este potencial do nosso estado para a produção científica é fundamental”, ressalta o diretor do Espaço Ciência, Antonio Carlos Pavão.

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