DA CIÊNCIA JOVEM PARA O MUNDO

Duas recifenses, ex-participantes da Feira, são as únicas brasileiras escolhidas jovens promessas mundiais

Vitórya Rebeca Edyvam Cavalcanti Lima e Ana Grazielly da Silva, estudantes do Recife, foram as únicas brasileiras contempladas pelo Prêmio Jovens Promessas menores de 30. Vencedoras na categoria “abaixo de 19”, elas foram premiadas, no início do mês, graças a um projeto desenvolvido enquanto ainda estavam no Ensino Fundamental e que foi revelado na 22ª CIÊNCIA JOVEM. O prêmio é instituído pelo Colégio de Pôs graduados em Administração da Republica do México – COLPARMEX.

O projeto que reconheceu o potencial das jovens estudantes para a Ciência foi orientado pelo professor Edson Gomes e levou o primeiro lugar na categoria Iniciação à Pesquisa da Ciência Jovem, em 2016. Na época, as meninas estudavam na Escola Municipal Olindina Monteiro de Oliveira França, de Dois Unidos, Recife. Junto com toda a turma, desenvolveram o projeto “Robótica integrada à acessibilidade: uma solução para a cidade”.

A ideia partiu de uma das estudantes da equipe. “Em uma das nossas aulas, após um questionamento sobre a possibilidade da robótica ajudar pessoas com deficiência física, ela sugeriu a criação de uma bengala robótica com o uso do material Lego da escola. Seu objetivo era fabricar um instrumento que auxiliasse seu tio, que tinha ficado cego em um acidente de trabalho”, conta o professor Edson.

A partir de então, a equipe mapeou as dificuldades existentes no bairro para os deficientes visuais, fez um trabalho de sensibilização nas demais turmas da escola e construiu um levantamento estatístico em todo o bairro de Dois Unidos. Também pesquisou bibliografia e, finalmente, desenvolveu um protótipo para teste.

Campeão na Ciência Jovem, o grupo foi credenciado para a MILSET Expo-Sciences International (ESI), um dos maiores eventos mundiais em ciência, que reúne jovens cientistas de mais de 80 países. “Este reconhecimento do potencial das jovens, num ano tão atípico como este, vem dar um pouco de esperança para a Ciência brasileira. E é importante destacar a importância da Ciência Jovem para despertar este entusiasmo pela Ciência. Outros jovens, do Paraguai, Colômbia e do próprio México que também participaram nestes últimos anos da Ciência Jovem, também foram reconhecidos pelo Prêmio”, destaca o professor Edson Gomes.

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