FREDERICO SIMÕES, 104 ANOS

Faria aniversário em 27/07  o médico que ajudou a combater a esquistossomose e outras doenças que afetam a população carente

“A produção científica deve ser simultaneamente um bem cultural e um instrumento de trabalho socialmente comprometido”. A fala, dita pelo epidemiologista Frederico Simões Barbosa, ao receber em 1995 o título de “Professor Honoris Causa”, resume a contribuição deixada por ele para a Ciência e para a população.  Desde o início de sua carreira, ele dedicou-se a estudar as doenças que mais afetam as populações carentes e lutar por políticas voltadas para as condições de saúde de sua região.

Nascido em 27 de julho de 1916, no Recife, ele formou-se em 1938 pela Faculdade de Medicina do Recife e, mais tarde, também em história natural pela Faculdade Católica de Pernambuco (Unicap). Tem também mestrado em saúde pública na Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos.

O foco de suas pesquisas foi a esquistossomose, parasitologia, saúde pública. Na Universidade Federal de Pernambuco, foi docente  das cadeiras de microbiologia, parasitologia, zoologia e medicina preventiva. Foi consultor e perito junto à Organização Pan-Americana da Saúde,  à Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas, e à Organização Mundial da Saúde (OMS), onde atuou como parasitologista responsável pela avaliação do uso de moluscicidas no combate à esquistossomose em regiões africanas.

Participou da fundação do Instituto Aggeu Magalhães em Pernambuco, atual Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM), que dirigiu por dois períodos, em 1950- 1961 e 1964-1969, e com o qual esteve sempre vinculado profissionalmente.  Também foi coordenador do Programa Internacional Brasil, Egito e Hungria de pesquisa sobre recursos humanos e atenção primária à saúde (1972- 1975).

Em Brasília, foi professor de medicina comunitária na Faculdade de Ciências da Saúde, e como diretor (1975- 1976), desenvolveu programa de integração docente assistencial junto a comunidades carentes do Distrito Federal.

Integrou o grupo de pesquisadores pioneiros da fundação da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da qual foi o primeiro presidente (1979-1981). Foi igualmente, na década de 1990, o fundador da Secretaria Regional da SBPC em Pernambuco e seu primeiro secretário regional. Em 1983 ingressou na Escola Nacional de Saúde Pública como professor de epidemiologia, e foi seu diretor entre 1985 e 1989.

Morreu em 8 de março de 2004, no Recife. LEIA MAIS SOBRE FREDERICO SIMÕES

Celso Furtado é um dos cientistas homenageados da Caravana dos Notáveis Cientistas de Pernambuco, que integra a ação itinerante do Espaço Ciência e cujos objetivos são   reconhecer e divulgar o importante papel dos  cientistas pernambucanos; valorizar o patrimônio intelectual existente,  preservando a memória das  contribuições à ciência; e  estimular a vocação  científica das novas gerações. . Confira.

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