DE OLHO NO CÉU DE JULHO

Julho é tempo de celebrar a chegada do homem à Lua; observar Saturno e contemplar “chuva de estrelas”

No dia 20 de julho celebra-se o 51º aniversário do primeiro pouso do homem na Lua, durante a missão Apollo 11. Para marcar a data, a dica é olhar para o céu, não para a Lua – escondida em sua fase Nova, mas sobretudo para Saturno, que estará em oposição. Outros fenômenos astronômicos merecem destaque em julho, como as chuvas de meteoros nos dias 28 e 29. Confira ao lado o que pode ser observado no céu de julho.

SATURNO – Diz-se que um planeta está em oposição quando ele e o Sol estão em lados opostos da esfera celeste, quando observado na Terra. Significa que o Sol, a Terra e Saturno ficam alinhados e o planeta gasoso estará com sua face visível totalmente iluminada e voltada para a Terra (imagem ao lado).

Um planeta em oposição surge logo após o pôr do Sol e pode ser visto no céu a noite inteira. Este é o momento em ele está mais perto da Terra do que o habitual e, por isso, se mostra mais brilhante e aparentemente maior.

Isso vai acontecer na noite do próximo dia 20, quando também se celebram os 51 anos do primeiro pouso do homem na Lua, com a Missão Apollo 11. A missão foi tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins.

O programa Apollo criou uma base forte e importante para o desenvolvimento de futuras missões. No momento, a NASA trabalha numa nova missão de pouso na Lua, chamada Artemis. A intenção é levar a primeira mulher e o próximo homem até 2024.

PARA OBSERVAR SATURNO, a partir das 18h, olhe em direção ao Leste, ou seja, para o lado em que o Sol nasce. Você avistará um ponto bastante brilhante, Júpiter, e logo abaixo estará Saturno – o segundo objeto mais brilhante da noite.

COMETA NEOWISE – No dia 23, o Cometa Neowise fará, pela segunda vez, sua máxima aproximação com a Terra. Se ele continuar brilhando da mesma forma, poderá ser visto do hemisfério sul. O Cometa C/2020 F3 NEOWISE foi descoberto em março de 2020. Ele atingiu pela primeira vez o ponto mais próximo da Terra no dia 3 de julho. Infelizmente, a posição do cometa não favorece observadores do hemisfério sul. Portanto, é extremamente difícil conseguir observá-lo a partir do Brasil.

CHUVA DE METEOROS – Nos dias 28 e 29 de julho, que tal observar estrelas cadentes? É quando ocorre o máximo das chuvas de meteoros Delta Aquaridas do Sul e Piscis Astrinídeas. Juntas podem chegar a uma taxa de 25 meteoros por hora. A Delta Aquaridas tem boa visibilidade no Hemisfério Sul, com meteoros brilhantes e de velocidade mais lenta, o que resulta em riscos mais alongados e luminosos. O seu radiante, local onde ela parece ter origem, é na constelação de Aquário. Já a chuva de meteoros Piscis Astrinídeas foi descoberta em 1865 por Alexander S. Herschel e seu radiante é na constelação do Peixe Austral.

Para observá-las, basta olhar em direção ao Sudeste, a partir das 20:20h. Algumas condições como a baixa poluição luminosa do local permitem uma maior possibilidade de observação.

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