AÇÕES À DISTÂNCIA NA SNCT-PE

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia terá atividades à distância e integradas entre os polos

Ações integradas, que possam ser desenvolvidas simultaneamente nos diversos polos de Pernambuco; exposições com acesso remoto; Feiras de Ciência virtuais; atividades realizadas à distância… estas são ideias iniciais para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Pernambuco. Na segunda reunião de organização entre os polos, realizada de forma remota, foi consenso entre todos que a melhor estratégia é priorizar a programação virtual.

Com a presença de quase 40 participantes, a reunião contou com representantes dos seguintes municípios: Arcoverde, São José do Belmonte, Recife, Ipojuca, Tabira, Salgueiro,  Cachoeirinha, Paulista, Caruaru, Timbaúba, Itapissuma, Garanhuns, Lajedo, Angelim, São Vicente Férrer e Pesqueira.

Entre os participantes do encontro, estavam a gestora e professora da EREM Professora Carlota Breckenfeld, em Tabira, cujo estudante Rafael Galdino, foi o grande vencedor do concurso nacional de desenhos para a SNCT, promovido pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.

PROGRAMAÇÃO INTEGRADA – A intenção do Espaço Ciência é disponibilizar uma plataforma que possa transmitir e abrigar atividades propostas por diferentes polos, garantindo uma programação integrada. E ideias não faltam.

É o caso das atividades globais, que seriam desenvolvidas simultaneamente em diversos polos. Uma das propostas baseia-se na obra  “Escola de Atenas”, de Rafael Sanzio, que retrata os grandes nomes da Ciência, Arte e Filosofia da Grécia de então. “Cada município pode substituir os homenageados da pintura pelos seus próprios artistas, cientistas, pesquisadores, professores. Todos estes ‘quadros’ serão reunidos na plataforma integrada”, explica o diretor do Espaço Ciência, Antonio Carlos Pavão, coordenador geral da SNCT-PE.

Outra ideia de atividade integrada seria a repetição do experimento de Eratóstenes, para medir o diâmetro da Terra. Eratóstenes mediu o comprimento da sombra projetada por uma vara fincada em dois locais diferentes, em um mesmo horário. Seus cálculos permitiram não apenas perceber, há mais de 2 mil anos atrás, que a Terra não era plana, como também determinar, de forma quase exata, o diâmetro da Terra.

Outras ideias de ações simultâneas são o monitoramento das águas e da poluição luminosa. Em todos estes eventos, cada polo estará realizando o experimento e transmitindo por meio da plataforma, de maneira que será possível visualizar os resultados percebidos em cada local.

FEIRAS DE CIÊNCIA – Assim como a 26 Ciência Jovem, várias Feiras de Ciência serão realizadas de forma remota. É o caso da Feira de Ciências do Agreste Pernambucano; da Mostra Científica de Arcoverde; da Feira de Ciências do Colégio Militar. Vários dos organizadores compartilharam suas experiências na busca de plataformas que fossem adequadas às suas necessidades.

EXPOSIÇÃO – O Espaço Ciência também pretende produzir, como em anos anteriores, sua exposição sobre o tema da SNCT: Inteligência Artificial, a nova Fronteira da Ciência Brasileira. Será uma única exposição, itinerante, que permitirá o acesso virtual e, depois da pandemia, deverá circular entre os diversos polos.

Mantendo os formatos anteriores, ela será composta de duas mesas desmontáveis, cada uma delas com dois diferentes painéis, com atividades interativas. A proposta é que o monitor possa conversar com uma monitora virtual, dotada de Inteligência Artificial; possa descobrir a música que seu coração toca;  interagir com um robô artista que aprende as cores com os visitantes; ou traçar uma rota de viagem para que o robô viajante calcule o trajeto.

DIFICULDADES – A reunião também serviu para relatar dificuldades. Andrea Félix, de Lajedo, citou a dificuldade de envolver as escolas de seu município na programação da SNCT este ano. “Em anos anteriores, conseguíamos envolver mais de 20 escolas. Este ano, conseguimos apenas cinco. Além do problema de acesso à Internet, os educadores já estão com muitos problemas com o ensino à distância”, explica Andrea.

Mesmo assim, ela está com uma programação alternativa, que vai circular nas várias escolas, mesmo naquelas que não tiverem condições de desenvolver suas atividades e mostrar os resultados.

A parceria com rádio e emissoras de TV, para transmissão de conteúdos da SNCT, também foi citada como alternativa para atingir quem não tem acesso à Internet. “Também precisamos ser criativos para não usar estratégias virtuais que estejam saturadas. Temos que inovar nos conteúdos e atividades para despertar a atenção”, afirma Pavão.

CONFIRA A APRESENTAÇÃO

CONFIRA A ATA DA 2ª REUNIÃO 

CONFIRA AS FOTOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *