DIA MUNDIAL DOS OCEANOS

No Dia Mundial dos Oceanos, Espaço Ciência convida a mexer nas lembranças que você tem do mar e o que faz para protegê-lo

Esta segunda, 8 de junho, é o Dia Mundial dos Oceanos. É também o início da Década dos Oceanos, instituída pela Organização das Nações Unidas. O objetivo é trazer a reflexão sobre as águas que cobrem 70% do planeta, absorvem um terço do gás carbônico produzido pela atividade humana, retêm o aquecimento global e servem à subsistência de bilhões de pessoas. Por isso, o Espaço Ciência convida todos a remexerem em suas memórias e histórias com o mar e pensar: – o que temos feito para protegê-lo? Então, se liga no desafio:

QUE LEMBRANÇAS VOCÊ TEM DO MAR?

– Envie fotos, vídeos, narrativas ou desenhos de histórias suas com o mar para comunicacaoec@gmail.com

O Brasil, e particularmente o Nordeste, é privilegiado em sua relação com o mar. São 7.367 km de litoral, banhado a leste pelo Oceano Atlântico. Ao longo da costa, há uma diversidade de paisagens que incluem dunas, falésias, praias, mangues, baías, restingas, estuários e recifes de corais. No entanto, em todo mundo, essa imensidão de águas oceânicas vive sob efeito de ameaças como a poluição, a pesca predatória e o aquecimento global.

Até hoje, os brasileiros não sabem como 3.600 quilômetros do litoral foram atingidos por manchas de petróleo no ano passado. Não se sabe a causa da ocorrência da mancha, nem o dano total do incidente e mesmo se os efeitos já cessaram. Ninguém foi responsabilizado. 

A poluição plástica, por sua vez, é um problema gravíssimo. Estima-se que mais de oito milhões de toneladas de plástico chegam ao meio marinho a partir de fontes terrestres todos os anos. Equivale a despejar um caminhão de lixo cheio de plástico nos oceanos a cada minuto. “Quando a gente reduz a quantidade de plástico que gera como resíduos está ajudando a proteger nossos oceanos”, ressalta Fabiana do Carmo, da Coordenação de Meio Ambiente e Manguezal do Espaço Ciência.

Outro risco constante é a pesca predatória. Segundo a Organização WWF (World Wide Fund for Nature), os peixes estão sendo retirados em tal intensidade que não há tempo para serem substituídos e a frota pesqueira mundial é duas ou três vezes maior que os oceanos suportariam. Além disso, não há áreas protegidas em número suficiente para que os cardumes sejam repostos.

Parceiro do Espaço Ciência, o Laboratório Misto Internacional Tapioca (LMI – Tapioca) é um projeto de extensão que surgiu a partir de uma parceria entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e o “Institut de Recherche Pour le Développement” (IRD – França). O objetivo é apresentar o uso sustentável e consciente dos recursos naturais e dos ambientes marinhos. Um de seus projetos de pesquisas, o FAROFA, estuda a distribuição dos peixes no entorno de Fernando de Noronha. CONFIRA

Mudanças climáticas e aquecimento global são outra grave ameaça. A temperatura média dos oceanos aumentou  0,6ºC ao longo do século passado. O que parece pouco é suficiente para pôr em risco diversos ecossistemas marinhos. “Ao pedir para as pessoas lembrarem de suas histórias com o mar, queremos também que elas reflitam sobre esta maravilha da natureza e o quanto ela é importante para nós.E busquem repensar seus modos de vida, para que as gerações que nos sucedem continuem colecionando boas histórias com o mar”, afirma Fabiana do Carmo.

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