ANIVERSARIANTES DA SEMANA

O historiador Amaro Quintas, Notável Cientista de Pernambuco, teria completado 109 anos no dia 22 de março

Se vivo estivesse, o historiador recifense Amaro Quintas teria completado no domingo, 22 de março, 109 anos. Desde o ano passado, Amaro Quintas passou a fazer parte do projeto Notáveis Cientistas de Pernambuco que, a cada ano, presta homenagem póstuma a homens e mulheres que deixaram grandes legados na Ciência pernambucana. Todos eles passam a integrar a Caravana Notáveis Cientistas de Pernambuco e seus perfis e caricaturas se unem às atividades lúdicas que compõem as ações itinerantes do Espaço Ciência. Amaro Quintas é o nosso notável aniversariante da semana (22 a 28/03).

Advogado, historiador e professor, ele é reconhecido internacionalmente como especialista nos movimentos libertários pernambucanos, sobretudo a Revolução Pernambucana de 1817. Com uma extensa e valiosa obra, de cerca de vinte e um livros, era designado pelos seus pares como “historiador da liberdade”.

No conjunto de sua obra, destacam-se: “O Sentido Social da Revolução Praieira”; “A Gênese do Espírito Republicano em Pernambuco e a Revolução de 1817”; “Capitalismo e Cristianismo”; “Um Analista Político do Século Passado: O Padre Lopes Gama”; “Reflexões Sobre o Destino do Mundo”; “Um Pioneiro da Ordem dos Advogados”, e “Padre Lopes Gama Político”.

Em seu mais fecundo trabalho, “Gênese do Espirito Republicano em Pernambuco e a Revolução de 1817”, Amaro Quintas contextualiza os argumentos que justificam e consolidam a classificação do movimento emancipacionista de 6 de março de 1817, em Pernambuco, como revolução, e não como uma possível rebelião coloquial ou mesmo uma mera sedição, como alguns historiadores o descreviam na literatura.

Foi o primeiro diretor do Departamento de História Social do Instituto Joaquim Nabuco (atual Fundaj), cargo que exerceu até 1964. Com o golpe militar, teve seus direitos políticos cassados e foi impedido  de lecionar em instituições federais de ensino e pesquisa. O  Historiador da Liberdade faleceu no Recife, no dia 20 de maio de 1998, de insuficiência respiratória.

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