SEMANA DA ÁGUA

Em tempos de pandemia, Espaço Ciência convida a pensar na importância da água na prevenção de doenças

22 de Março: Dia Mundial da Água. Não fosse o Coronavírus e o isolamento que ele nos impõe, o Espaço Ciência estaria iniciando nesta segunda (23) a Semana da Água. Uma das atividades previstas era a inauguração da nova exposição “Água Rara”. Com experimentos interativos e projeções que induzem a uma imersão no universo da água, a exposição é um convite à reflexão sobre o uso e presença da água na Terra e no universo: no Sertão, no Sol, no ar e no mar… a água que dá vida, mas que também pode causar morte.

Em tempos de pandemia e diante dos impactos do Covid-19 em vários países, o isolamento e a higiene são as maiores armas das populações. E, no que se refere à higiene, a água é nossa maior aliada. Mas, você já parou para pensar que, em muitos locais, as pessoas não têm água sequer para lavar as mãos?

Embora 75% do planeta Terra seja constituído por água, mais de 97% é água salgada. Da água doce que resta, grande parte está congelada ou no subsolo. A água que existe nos reservatórios e redes de distribuição para ser utilizada pelas pessoas corresponde a menos de 1%. E, deste percentual, grande parte vai para a produção agrícola e industrial ou está contaminada por resíduos.

Dados das Nações Unidas (ONU) mostram que cerca de 1,1 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água potável. Um total de 26 países sofrem de escassez crônica de água e a previsão é que, em 2025, serão 3,5 bilhões de pessoas em 52 países nesta situação. Nos países em desenvolvimento, a falta d’água aparece relacionada a 80% das enfermidades.

O Brasil detém 53% da água doce da América Latina e 12% do total mundial, mas a distribuição não é equilibrada. A Região Hidrográfica Amazônica abriga, sozinha, 74% da disponibilidade de água e é habitada por apenas 5% dos brasileiros. Já as regiões costeiras abrigam mais de 45% da população e apenas 3% dos recursos hídricos do país. Segundo relatório do World Resources Institute (WRI), o Distrito Federal é o estado com maior estresse hídrico do país, seguido por Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Em reportagem do Jornal do Commercio de 17 de março, a dona de casa Ana Patrícia, moradora do Alto de Santa Terezinha, e a comerciante Michele da Silva, residente na Bomba do Hemetério, ambas na Zona Norte do Recife, contam que já chegaram a ficar mais de 15 dias sem abastecimento de água. Em Vila Rica, Jaboatão dos Guararapes, a Compesa prevê abastecimento de nove em nove dias. Mas a enfermeira Solange Maria, moradora do local, garantiu ao JC que já chegou a ficar 26 dias sem água.

Por isso, nessa SEMANA DA ÁGUA, o Espaço Ciência convida à reflexão sobre a importância da água para a prevenção de doenças, como a Covid-19. Aguarde, em breve, Um desafio especial para os que acompanham nosso site e redes sociais! E, enquanto isso, relembre nosso LIGADOS NA CIÊNCIA, edição ÁGUA – CLIQUE AQUI E CONFIRA

 

 

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