CIÊNCIA DA FELICIDADE

Professor Bruno Severo, da UFPE, ministra palestra nesta quarta (18) sobre Felicidade

O que é felicidade? Existe uma receita para ser feliz? Como potencializar os momentos de alegria? Que efeitos a felicidade exerce na saúde integral do ser humano? Estas são algumas das questões que serão abordadas nesta quarta (18), pelo professor do Centro de Biociências da UFPE e coordenador do Núcleo de Saúde do Estudante, Bruno Severo. O bate-papo será a partir das 9h, no auditório do Espaço Ciência. Os interessados em participar devem trazer um quilo de alimento não perecível, que serão doados a instituições de caridade.

Bruno Severo, que já foi da equipe do Espaço Ciência, leciona na UFPE a disciplina eletiva “Felicidade”, no curso de Biomedicina. No Brasil, a UNB foi a primeira universidade pública a incluir esta disciplina em sua grade. Além dela, a UFPI, a UFSM do Rio Grande do Sul e a UFPE se inspiraram nas universidades de Harvard e Yale, nos Estados Unidos, precursoras da disciplina de Felicidade.

A ONU lançou, em 2012, um Relatório Mundial da Felicidade, que analisa os níveis de satisfação em 156 países; veja algumas posições:

Os cinco países mais felizes se concentram na Europa:
1º Finlândia
2º Noruega
3º Dinamarca
4º Islândia
5º Suíça

País latino mais feliz: 
13º Costa Rica

No Brasil, de acordo com uma pesquisa recente do Instituto Ipsos, 61% dos entrevistados consideram-se muito felizes ou felizes. Apesar dos altos índices de assumida felicidade, a pesquisa revela uma queda de 12 pontos percentuais em relação à última edição, feita em 2018, quando o resultado foi de 73%.

No mundo, o índice de felicidade também caiu de 70% para 64%, conforme a pesquisa “Global Happiness Study” (Estudo Global da Felicidade), que foi divulgada neste ano e feita on-line com 20,3 mil entrevistados em 28 países, entre 24 de maio e 7 de junho de 2019.

Ao mesmo tempo em que os “níveis” de felicidade diminuem, a busca por auxílio e respostas sobre o que é felicidade aumentam e transtornos como ansiedade, depressão e síndrome do pânico são cada vez mais comuns.

O Brasil é considerado o país mais ansioso e estressado da América Latina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos dez anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% e 5,8% dos habitantes – a maior taxa do continente latino-americano – sofrem com o problema. Em relação à ansiedade, o Brasil também lidera, com 9,3% da população. Esse problema engloba efeitos como fobia, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse pós-traumático e ataque de pânico.

 

 

 

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