FEIRAS DE CIÊNCIAS EM DEBATE

Organizadores de Feiras de Ciências aproveitam a 25ª CIÊNCIA JOVEM para compartilhar experiências

Organizadores de Feiras de Ciências de Pernambuco, Mato Grosso, Maranhão, Acre e Minas Gerais aproveitaram a 25ª edição para compartilhar experiências. O encontro é um pontapé inicial para solidificar uma rede de feiras em Pernambuco, que pode se expandir para outros estados e regiões. Do estado, estavam representantes de Recife, Olinda, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Arcoverde, Gravatá, Flores, Nazaré da Mata, Vicência, Timbaúba, Salgueiro e Araripina.

A conversa apontou caminhos interessantes que vem sendo percorridos pelas feiras. A busca por aprovação de Leis, municipais ou estaduais, é um deles. Na próxima semana, Camutanga, Zona da Mata Norte de Pernambuco, assina decreto-lei que garante a realização anual de sua Feira de Ciências. Flores e Vicência também trilham o mesmo caminho.

No Maranhão, a busca é por uma Lei Estadual que garanta que um percentual  do valor arrecadado coim multas de trânsito seja aplicado em editais de fomento a projetos pedagógicos, como Feiras de Ciências.

Os relatos enfatizaram a importância desta rede que interliga Feiras de Ciências escolares, municipais, estaduais, nacionais e internacionais. “Um estudante que participa da Ciência Jovem, que tem um projeto credenciado para uma feira internacional, gera uma comoção na cidade, estimula outros alunos, incentiva o surgimento de Feiras nas escolas e o apoio das prefeituras para eventos municipais”, afirmou Uanne Freire, organizadora da CIÊNCIA AURA, em Salgueiro.

A partir do momento em que as Feiras de Ciências passam a integrar o calendário dos municípios, também passam a ganhar o reconhecimento da comunidade local. É o que acontece em Flores, onde a FECICA já alcançou tal grau de reconhecimento que o comércio e empresários locais procuram os organizadores para apoiar a realização do evento que, em breve, também vai ser Lei.

Em cada depoimento, diferentes contribuições, diferentes formatos, diferentes ideias. “Este foi o primeiro passo. Este debate deve e vai continuar. Vamos estreitar os laços e construir uma grande rede para estimular a realização de feiras de ciências e a realização de pesquisas científicas em toda parte”, afirma o diretor do Espaço Ciência, Antonio Carlos Pavão, coordenador da CIÊNCIA JOVEM.

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