DÁRDANO ANDRADE LIMA, 100 ANOS

Esta semana, comemora-se o centenário de nascimento de um dos maiores botânicos do país, notável cientista de Pernambuco

Esta semana, comemora-se o centenário de nascimento de um dos maiores botânicos do país, reconhecido internacionalmente. Dárdano de Andrade Lima teria completado 100 anos no dia 2 de setembro. Um dos homenageados pelo projeto Notáveis Cientistas de Pernambuco, ele deixou milhares de espécies identificadas e catalogadas; ajudou na formação de vários cientistas; fez parte de importantes expedições internacionais para reconhecimento de flora e paisagens diversas; escreveu livros e artigos científicos; e deixou um imenso legado para a Ciência pernambucana, brasileira e mundial.

Formado em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco,  e pós-graduado (Master of Science) em Botânica Florestal no “New York State College of Foresty”, EUA, ele pertenceu, desde 1949, ao corpo docente da UFRPE. Foi igualmente professor do Instituto de Biociências da UFPE e professor convidado em Cursos de mestrado, de aperfeiçoamento ou de especialização em diversas universidades, escolas ou Institutos.

Contribuiu diretamente para o aumento e a organização das coleções botânicas do Herbário da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA). Somente sua coleção pessoal naquele Herbário atingiu cerca de 8.000 espécimes. Foi responsável pela criação do Curso de Mestrado em Botânica da UFRPE, primeiro Curso de Pós-Graduação em Botânica de todo o Norte e Nordeste do Brasil.

Integrou várias expedições científicas promovidas por instituições estrangeiras e nacionais. É o caso da Expedição de Oxford e Cambridge à América do Sul, para realizar observações florísticas e fitogeográficas no Brasil central (1958); da Expedição Reading University (Inglaterra) ao Nordeste brasileiro para a pesquisa sobre formas primitivas de plantas de interesse econômico (1972); da Expedição ligada ao projeto da ecologia da Caatinga, organizada pela Academia Brasileira de Ciências (1970/72 e 1974); da Excursão ao Chaco Argentino (1979), tendo em vista elucidar questões relacionadas com a origem e evolução das Caatingas do Nordeste brasileiro; entre outras.

Proferiu palestras e contribuiu com a identificação de espécies em diversos países, garantindo reconhecimento internacional. Também deixou um vasto legado de livros e artigos científicos. Por todas essas contribuições à Ciência, Dárdano foi incluído em 2014 como um dos homenageados do projeto Notáveis Cientistas de Pernambuco que, a cada ano, presta homenagem póstuma a três grandes nomes da Ciência Pernambucana. O projeto já conta com 39 homenageados, que passam a compôr a Caravana Notáveis Cientistas de Pernambuco.

Suas caricaturas, junto com atividades interativas sobre suas contribuições científicas, circulam junto com o Ciência Móvel – programa itinerante do Espaço Ciência. O objetivo é dar visibilidade aos cientistas do estado, valorizar nosso patrimônio científico e estimular jovens a seguirem o mesmo caminho. SAIBA MAIS SOBRE A CARAVANA NOTÁVEIS CIENTISTAS DE PERNAMBUCO

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