MENOS LUZES, MAIS ESTRELAS

Observatório da Sé participa de evento global de conscientização sobre a poluição luminosa

Nesta quarta (24), o Observatório Astronômico da Sé é um dos pontos de observação do céu noturno para a campanha mundial “Globe at Night”. O objetivo é chamar a atenção para o impacto da poluição luminosa, convidando cidadãos a medir o brilho do céu noturno e enviar suas observações. Mais de 180.000 medições foram feitas em 180 países nos últimos 12 anos a partir da campanha. Com isso, é possível monitorar os níveis de poluição e comparar tendências ao longo dos anos para verificar os impactos. 

Por meio de um formulário disponível no site do “Globe at Night”, os visitantes poderão verificar as constelações visíveis a olho nu e os efeitos da iluminação urbana para a visibilidade do céu. Também terão telescópios disponíveis para complementar e comparar suas observações.O Observatório da Sé funciona de 16h às 20h.

Qualquer pessoa, de onde estiver, também pode contribuir com a campanha. É só acessar o formulário, escolher uma constelação para observar e anotar suas impressões:

ACESSE O FORMULÁRIO

CONFIRA O SITE DO GLOBE AT NIGHT

MENOS LUZES, MAIS ESTRELAS – Há pouco mais de um século, era possível andar à noite e  ver o arco da Via Láctea no céu noturno. Visualizar milhares de estrelas era parte da vida cotidiana dos diferentes povos e servia como inspiração para pensadores e artistas, como  Van Gogh, Holst ou Shakespeare. “O excesso de luz, gerado por um processo desorganizado de urbanização, ofusca o brilho das estrelas, atrapalha a pesquisa astronômica, perturba os ecossistemas, gera problemas à saúde e desperdício de energia”, ressalta Cleiton Batista, da Coordenação do Observatório da Sé.

Segundo os organizadores da Campanha, a poluição luminosa pode ser reduzida com bastante facilidade: proteção adequada das luzes, utilização apenas da quantidade necessária de iluminação e uso de lâmpadas energeticamente eficientes e com espectros apropriados.

Com a participação no evento “Globe at Night”, o Observatório da Sé fecha sua agenda de comemorações pelos seus 15 anos de reinauguração e lembra também a data do retorno á Terra dos tripulantes da Apolo XI, depois do primeiro pouso do homem na Lua.

O Observatório da Sé, construído em 1890, serviu durante vários anos para estudos dos astros. Abandonado, o local transformou-se em estação meteorológica até ser reaberto em julho de 2004, quando foi instalada uma cúpula giratória. Hoje, sob a gestão do Espaço Ciência, o local abriga exposições didáticas e tem monitores treinados que orientam a visita, guiam telescópios para as observações do céu e executam atividades didáticas.

“Além da importância para a popularização da Astronomia, o Observatório tem também uma relevância histórica. Antes mesmo de ser construído, há 123 anos, o local já servia para estudos e observação. Foi aqui, por exemplo, que foi descoberto em 1860 o primeiro cometa na América Latina: o Cometa Olinda”, ressalta Cleiton.

Foi também no local que o astrônomo francês Emanuel Liais, fundador do Observatório, observou pela primeira vez a passagem do planeta Vênus pelo círculo solar, em 1882. Graças a isso foi possível determinar a distância entre a Terra e o Sol. O Observatório Astronômico da Sé funciona de terça a domingo, das 16h às 20h.

 

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