ECLIPSE PARCIAL DA LUA

Centenas de pessoas procuram o Observatório da Sé para apreciar o fenômeno

Centenas de pessoas foram ao Observatório da Sé nesta terça-feira, 16 de julho, para observar o eclipse parcial da Lua. No dia da padroeira do Recife, Nossa Senhora do Carmo, o Observatório da Sé ficou aberto até 21:30h para acompanhar o fenômeno. Telescópios e lunetas estavam disponíveis para os visitantes.

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Um eclipse lunar acontece quando o satélite fica encoberto pela sombra da Terra. Para isso, a Lua tem que estar na fase cheia, pois é nesse momento em que ela está alinhada com a Terra em relação ao Sol.

O eclipse do dia 16 foi penumbral e parcial. Significa que o satélite ficou por um tempo na penumbra, onde apenas parte da iluminação solar é bloqueada gerando apenas uma pequena diminuição no brilho. Mas uma parcela da Lua entrou na região denominada Umbra, em que não há iluminação direta do sol. Esta parcela ganhou uma coloração avermelhada.

Neste dia, a Lua nasceu às 17h51. Mas, antes mesmo de se tornar visível, ela já tinha entrado na região de penumbra desde 15:44h. A fase parcial do eclipse teve início às 17:02h, 49 minutos antes do seu nascimento,  e atingiu seu ápice às 18h31. Por fim, a lua saiu da penumbra às 20h, finalizando o fenômeno às 21h18.

A observação do fenômeno é mais uma atividade da programação de julho para comemorar os quinze anos de reinauguração do Observatório da Sé, que foi no dia 2 de julho. A construção, datada de 1890, serviu durante vários anos para estudos dos astros. Abandonado, o local transformou-se em estação meteorológica até ser reaberto em julho de 2004, quando foi instalada uma cúpula giratória.

Hoje, sob a gestão do Espaço Ciência, o local abriga exposições didáticas e tem monitores treinados que orientam a visita, guiam telescópios para as observações do céu e executam atividades didáticas. “O Observatório, que recebe dezenas de milhares de visitantes todo ano, é estratégico para a popularização da Astronomia”, afirma o diretor do Espaço Ciência Antonio Carlos Pavão.

O Observatório abriga também a exposição temática “A próxima fronteira” em que os três pavimentos do Observatório estão ambientados nas etapas da exploração espacial (Lua, Marte e Universo).

Segundo Cleiton Batista, da Coordenação do Observatório da Sé, além das observações e atividades permanentes, o que costuma atrair o público é a observação de alguns fenômenos astronômicos. É o caso do Eclipse Parcial da Lua que está previsto para acontecer no próximo dia 16.

“Além da importância para a popularização da Astronomia, o Observatório tem também uma relevância histórica. Antes mesmo de ser construído, há 123 anos, o local já servia para estudos e observação. Foi aqui, por exemplo, que foi descoberto em 1860 o primeiro cometa na América Latina: o Cometa Olinda”, ressalta Cleiton.

Foi também no local que o astrônomo francês Emanuel Liais, fundador do Observatório, observou pela primeira vez a passagem do planeta Vênus pelo círculo solar, em 1882. Graças a isso foi possível determinar a distância entre a Terra e o Sol. O Observatório Astronômico da Sé funciona de terça a domingo, das 16h às 20h.

SE LIGUE

OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO DA SÉ
Aberto de terça a domingo, de 16h às 20h

Eventos em julho:

Dias 12 e 13: “On the moon again” – 50 anos do homem na Lua
Dia 16: Eclipse parcial da Lua: funcionamento em horário especial de 16h às 21:30h
Dia 24: “Globe at Night” – evento contra a poluição luminosa

 

 

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