ASTRONOMIA PERDE SÉRGIO ALCÂNTARA

Ex-presidente da Sociedade Astronômica do Recife e colaborador do Espaço Ciência, Sérgio morreu nesta segunda (10)

A Astronomia recifense ficou mais pobre nesta segunda (10). Aos 74 anos, o coração do astrônomo amador Sérgio Alcântara deixou de funcionar. Ex-presidente da Sociedade Astronômica do Recife e colaborador do Espaço Ciência, ele deixa uma grande contribuição para a popularização do conhecimento astronômico no estado. Sérgio foi enterrado nesta terça (11), no Cemitério Morada da Paz.

Matemático por formação, Sérgio Alcântara era discípulo do padre Jorge Polman, um dos grandes nomes da Astronomia pernambucana cujo lema era: “Observar, observar… sempre observar”! No Espaço Ciência, ele foi colaborador durante cerca de dez anos. Na Sociedade Astronômica do Recife, foi um dos presidentes mais atuantes.

Sua dedicação à Astronomia lhe rendeu uma homenagem na UFRPE, que batizou com seu nome um dos telescópios para observação do sol. “Deixará saudades”, diz o professor Antonio Carlos Miranda, astrofísico da UFRPE que coordena o projeto “Desvendando o Céu Austral”. Esta saudade foi transformada em palavras no poema escrito por sua esposa, Edna Alcântara, e que emocionou a todos que estavam presentes nas cerimônias fúnebres:

“O meu amado repousa.
A face plana de agora
é livro aberto onde leio
lições de vida, anseios
da alma plena e liberta.
Um deus em busca de paz

O meu amado repousa.
Insone, eu velo o silêncio
No caminhar dessas horas
tem pés macios o silêncio
É grave o acalanto do vento
a enroscar-se nas folhas

Pelas varandas do céu
a aurora prestimosa
com pantufas de orvalho
e avental de brancas nuvens
apressa o passo da aurora

O meu amado viaja
nas brumas céleres do encanto
sem perceber que desperta
E, ansiosa, eu espero
que, de Andrômeda, retorne
na carruagem do sol”

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