MULHERES NA ASTRONOMIA

Conheça algumas mulheres que revolucionaram o conhecimento astronômico ao longo dos séculos

Aganike (1878 a.C): Egípcia, filha do faraó Sesostris, ela estudou o globo celeste e as constelações. 

En-Hedu-Anna (Séc. XVIII a.C): Alta sacerdotisa dos templos dedicados à deusa lua Nana, na cidade suméria de Ur, dirigia várias atividades, entre elas o comércio, as artes, a agricultura, matemática, ciências e astronomia. Estudava especialmente o movimento das estrelas e dos planetas. 

Aglaonike de Tessália (Séc. V. a.C): Primeira mulher astrônoma da Grécia Antiga, conhecia o ano cíclico lunar e previa a ocorrência dos eclipses.  Suas  habilidades, foi considerada bruxa. 

Hipátia de Alexandria (370-415 a.C): Mestra e filósofa da escola neoplatônica grega, destacou-se nas áreas de Matemática e Astronomia. Cartografou corpos celestes, confeccionou planisférios, revisou obras de astrônomos como Ptolomeu e melhorou o desenho dos primitivos astrolábios. 

Hildergar von Bingen (1098-1179): Monja da ordem beneditina, foi teóloga, compositora, naturalista, médica, poetisa, dramaturga e escritora numa época em que o conhecimento era reservado somente aos membros masculinos da ordem.  Escreveu também obras e tratados de Física e Astronomia, tentando explicar a origem e estrutura do Universo influenciada pelo modelo aristotélico. 

Beatrice M. Tinsley (1556-1643): Astrônoma autodidata, aos 16 anos ajudou com observações que lhes permitiram descobrir uma nova estrela na constelação de Cassiopeia.  Seu trabalho se tornou a base para estudos da órbita planetária moderna.  É considerada uma das primeiras pesquisadoras e escritoras da Dinamarca e Escandinávia. 

Sophie Brahe (1556-1643): Por causa de sua habilidade autodidata foi chamada pelo irmão, Tycho Brahe, para ser sua assistente no observatório Uraniborg. Colaborou na confecção do catálogo que detalhava a posição dos planetas e do fundo estelar. Esses dados serviram para que Johannes Kepler desenvolvesse as leis relacionadas às órbitas.

Maria Cunitz (1604-1664): Foi tradutora dos trabalhos de Johannes Kepler, melhorando as tábuas astronômicas. Com a obra Urania propitia (Oels-Silesia, 1650), Cunitz conseguiu uma simplificação das Tábuas Rudolphianas de Kepler e ganhou uma enorme reputação na Europa. 

Elisabeth Koopmann Hevelius (1646-1693): Junto com seu marido e astrônomo Johannes Hevelius, compilou catálogos estelares, dois deles após sua morte.  Uma das obras, contendo 1.564 estrelas com suas posições, é considerada uma das mais importantes de todos os tempos.  Também confeccionava mapas da Lua, sendo conhecida como a “mãe das cartas lunares”. 

Maria Margareth Winckelmann Kirch (1670-1720): Foi a primeira mulher a descobrir um cometa em 1702. Também efetuou observações de auroras boreais (1707) e de conjunções planetárias (1709). 

Caroline Herschel (1750-1848): Autodidata, foi a primeira astrônoma a ganhar remuneração por seus trabalhos. Fabricava tubos de telescópios em papelão e foi hábil em descobrir diversos cometas, recebendo vários prêmios, inclusive a Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society.

Mary Fairfax Grieg Somerville (1780-1872): Traduziu para o inglês a obra (Tratado de Mecânica Celeste) do matemático e astronômo francês Pierre Simon de Laplace (1749-1827). 

Maria Mitchell (1818-1889):  Ganhou reconhecimento internacional com a descoberta de um cometa em 1847. O astro recebeu o nome de “Cometa da Senhora Mitchell”. Foi a primeira mulher a pertencer à Academia Americana de Artes e Ciências, em 1848, e à Associação Americana para o Avanço da Ciência em 1850. 

Annie Jump Cannon (1863-1941): Seu trabalho de catalogação foi fundamental para a atual classificação estelar. Chegou a classificar mais de 400.000 estrelas em nove catálogos; descobriu a variabilidade de 300 estrelas e foi responsável pela coleção de fotografias astronômicas do Observatório do Colégio Harvard. 

Henrietta Swan Leavitt (1868-1921):  Famosa por seu trabalho sobre estrelas variáveis, Leavitt chegou a ser nomeada chefe de um departamento de fotometria fotográfica. Tornou-se responsável pelo estudo das fotografias das estrelas para determinar suas magnitudes. Estabeleceu a relação período-luminosidade das variáveis Cefeidas, que é base de um método de estimativa das distâncias de nebulosas e galáxias no Universo. 

Cecília Helena Payne-Gaposchkin (1900-1979): Foi a primeira pessoa a mostrar que o Sol é composto primariamente de hidrogênio, contrariando o pensamento da época de que o Sol possuía uma composição similar a da Terra. Foi a primeira pessoa a concluir um doutorado na área de Astronomia na Universidade de Harvard e a primeira mulher a ser professora associada em Harvard.

Khaterine Johnson (1918 – ): Física, cientista espacial e matemática, deixou contribuições fundamentais para a aeronáutica e exploração espacial dos Estados Unidos, em especial em aplicações da computação da Nasa. Calculava as trajetórias, janelas de lançamento e caminhos de retorno de emergência para muitos voos do Projeto Mercury, incluindo as primeiras missões da NASA e o voo da Apollo 11, em 1969, à lua. 

Margaret Peachey Burbridge (1919 – ):  Deixou notáveis contribuições para a teoria dos quasares e de como os elementos químicos são formados no interior das estrelas mediante fusão nuclear. Foi pioneira na medida da velocidade de rotação das galáxias. Ajudou a desenvolver o Telescópio Espacial Hubble. 

Mary Jackson (1921-2005): Matemática, foi  a  primeira engenheira aeroespacial do National Advisory Committee for Aeronautics, que se tornou a atual NASA. Foi a primeira engenheira negra da NASA.

Helga Szmuk (1922-2011): Nascida na Áustria, de familia judia, cresceu a bordo de navios e viveu em quatro países, sempre fugindo de guerras e perseguições, até chegar ao Brasil. Amiga de John Dobson (construtor de telescópios), Clyde Tombaugh (descobridor de Plutão) e Carl Sagan (Astrofísico e divulgador científico), ela foi um dos grandes nomes da Astronomia amadora.  No Brasil, ajudou a fundar entidades como o Clube de Astronomia de São Paulo (CASP).

Yedda Veiga Ferraz Pereira (1925 – ): Formada em Engenharia Civil e Elétrica, entrou para o Observatório Nacional no Rio de Janeiro, onde dedicou-se à confecção de anuários de efemérides astronômicas e á observação de passagens meridianas de estrelas para a determinação da hora e a estudos sobre a rotação da Terra. Foi a primeira astrônoma profissional da história no Brasil. 

Vera Cooper Rubin (1928 – 2016): Pioneira na medição da rotação das estrelas no interior de uma galáxia. Suas medições indicavam que as curvas de rotação galácticas se mantinham planas contradizendo o modelo teórico, sendo a evidência mais direta da existência da matéria escura. Foi a primeira mulher a trabalhar no Observatório do Monte Palomar. 

Valentina Tereshkova (1937 – ): Primeira cosmonauta da história e a primeira mulher a ir ao espaço em 16 de junho de 1963 através da missão Vostok 6.  Completou 48 órbitas ao redor da Terra, no total de 71 horas, quase três dias. Diante do feito, recebeu as duas principais condecorações de seu país: Herói da União Soviética e a Ordem de Lenin. 

Sandra Faber (1944 – ): Durante sua graduação descobriu um método para determinação de distâncias entre galáxias chamada de relação de Faber-Jackson.  Foi principal pesquisadora da Equipe Nuker, que usou o Telescópio espacial Hubbler para vasculhar por buracos negros supermaciços no centro de galáxias.  Foi responsável por diagnosticar a um defeito da lente primária do telescópio espacial Hubble. 

Svetlana Savitskaya (1948 – ): Segunda mulher a ir ao espaço, dezenove anos após sua compatriota Valentina Tereshkova.  Seu primeiro voo foi realizado em 1982, a bordo da missão Soyuz T-7. Em sua segunda missão, em 1984, Svetlana foi a primeira mulher a conduzir atividades extra-veiculares no espaço, permanecendo fora da estação orbital Salyut 7, numa caminhada espacial de 3 horas e 35 minutos.  

Sally Ride (1951-2012): Foi uma das 8 mil mulheres que se inscreveram num programa da NASA para ser a primeira astronauta do programa espacial norte-americano em 1978. Em 18 de junho de 1983, tornou-se a primeira americana a subir ao espaço na tripulação do Challenger, missão STS-7. A missão colocou em órbita dois satélites e recolheu um avariado. 

Liu Yang (1978 – ):  Foi a primeira taikonauta (astronauta chinesa), lançada ao espaço em 16 de junho de 2012, a bordo da nave Shenzhou 9, exatos 49 anos depois da primeira mulher no espaço.

Rosaly Lopes (1957 – ): Astrônoma, geóloga planetária e vulcanóloga brasileira, durante seu doutorado, tornou-se membro do time de vigilância de erupções vulcânicas do Reino Unido.  Ingressou no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena como pesquisadora residente em 1989. Em 1991, tornou-se membro do projeto da sonda Galileo, onde identificou 71 vulcões ativos na superfície de Io, satélite de Júpiter. Em 2002, integrou-se na equipe do Radar Cassini. 

Duília Fernandes de Mello (1963 – ): Astrônoma e astrofísica brasileira que descobriu a Supernova SN 1997D, no Chile em 14 de janeiro de 1997. Participou da descoberta das bolhas azuis, conhecidas como “orfanatos de estrelas” por darem origem a estrelas foras das galáxias. Tornou-se pesquisadora associada do Goddard Space Flight Center em 2003 e professora da Universidade Católica da América, nos Estados Unidos, em 2008.

Por Cleiton Batista

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