Augusto Chaves Batista

(1916-1967) Micologista Homenageado em 2009
Série Sinopses Biográficas

ncp TODOS OS CIENTISTASAugusto Chaves nasceu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, em 15 de julho de 1916. Filho de José Otaviano Batista e Teodora Amelia Chaves Batista, passou toda a sua infância e juventude em Santo Amaro, onde freqüentou a escola primária e o ensino médio. Formou-se em agronomia na Faculdade Agrícola da Bahia, em dezembro de 1937 e especializou-se em Bacteriologia, Fitopatologia e Micro-Técnicas pela A&M College Graduate School (Estados Unidos) e estagiou no Commonwealth Mycological Institute (Inglaterra). Sua formação científica em fitopatologia e micologia foi influenciada pelo pesquisador Camillo Torrend.

Iniciou suas atividades como docente na Escola Agrí- cola da Bahia ensinando Fitopatologia e Microbiologia Agrícola. Em 1946 ingressou, como professor, na Escola Superior de Agricultura da Universidade Rural de Pernambuco (UFRPE). Atuou no Instituto de Pesquisas Agronômicas de Pernambuco (IPA) até 1951, como chefe da Seção de Fitopatologia.

De março de 1954 até o seu falecimento em 1967 foi diretor do Instituto de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Augusto Chaves foi um taxonomista Augusto Chaves Batista (1916-1967) Micologista Homenageado em 2009 113 Série Sinopses Biográficas de rara habilidade, dedicando-se durante toda sua vida ao estudo das variações morfológicas dos fungos.

Por não ter se especializado em um tipo particular de fungo recebeu o título de “o mais versátil micologista”, concedido pelo Commonwealth Mycological Institute (CMI) da Inglaterra, onde estagiou na década de 1930. À frente do Instituto de Micologia, criou a micoteca, que hoje constitui uma coleção de referência registrada no CMI sob a sigla de URM (University Recife Mycologia) e filiada ao World Directory of Collections of Culture of Microorganisms.

Seu trabalho no Instituto de Micologia resultou na descrição de mais de 4.600 espécies de fungos e o registro na 7° edição do Dictionary of the Fungi do CMI. Publicou trabalhos sobre vários tipos de microorganismos. Produziu cinco livros e vários artigos cientí- ficos publicados em periódicos nacionais e internacionais. Quarenta e quatro gêne-ros estabelecidos em suas monografias e chaves de identificação foram validados por grandes nomes da micologia moderna, entre os quais: Von Arx; Muller; Hughes; Luttrell; Ellis; Sutton e Kendrick.

Devido a sua grande capacidade de trabalho, bem como a sua dedicação à pesquisa, conseguiu até a data de sua morte um notável volume de resultados publicados sobre os mais variados microorganismos, ganhando respeito nacional e internacional na área da micologia.

Profissionais que atuaram com Augusto Chaves relatam a sua pontualidade e dedicação ao trabalho ficando até altas horas no seu laboratório. Era exigente com os seus alunos, requisitando relatórios semanais sobre as atividades realizadas. Relata-se que ele “parecia querer identificar todos, ou a maioria dos fungos que pudesse”. Augusto Chaves faleceu prematuramente aos 51 anos, vítima de um acidente vascular cerebral, enquanto trabalhava em seu laboratório no Instituto de Micologia. Deixou um respeitável legado científico, passando a ser reconhecido como um destacado micologista brasileiro.

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