Gilberto de Mello Freyre

(1900-1987) Sociólogo Homenageado em 2007
Série Sinopses Biográficas

gilberto-freireGilberto de Mello Freyre nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 15 de março de 1900, filho de Alfredo Freyre e de Francisca de Mello Freyre. Considerado um dos sociólogos pioneiros no Brasil, Freyre, além de escritor, também foi pintor, deputado e jornalista.

Dirigiu os jornais recifenses “A Província” e o “Diario de Pernambuco”. Colaborou com a revista “O Cruzeiro” do Rio de Janeiro e vários periódicos estrangeiros. Em 1908, Freyre iniciou seus estudos no Colégio Americano Batista Gilreath, permanecendo até 1917. Influenciado pelos mestres do colégio, tomou parte em atividades evangélicas e visitou a gente miserável dos mocambos recifenses. Em 1917, começou a estudar grego e tornou-se membro da Igreja Evangélica, desagradando a família católica.

Ao concluir o curso de Bacharel em Ciências e Letras do Colégio Americano Gilreath, é eleito o orador da turma. Após deixar o colégio, Freyre, no início de 1918, viajou para os Estados Unidos, onde fez seus estudos universitários. Nessa época, Freyre era colaborador do Diário de Pernambuco, com uma série de cartas intituladas Da outra América.

Com seus primeiros artigos em inglês publicados por um jornal de Waco em 1919, fez bacharelado em Artes Liberais, com especialização em Ciências Políticas e Sociais, na Universidade de Baylor e mestrado e doutorado em Ciências Políticas, Jurídicas e Sociais, na Universidade de Columbia, onde defendeu a tese “Vida social no Brasil em meados do século XIX”. Antes de retornar ao Brasil em 1924, visitou a Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica, Espanha e Portugal.

Entre as pessoas ilustres que conheceu durante essa fase, estão o poeta irlandês William Butler Yates, poetas ingleses como Vachel Lindsay, Amy Lowell, o poeta místico Rabindranath Tagore e o Príncipe de Mônaco. De 1927 a 1930, foi chefe de gabinete do então governador de Pernambuco, Estácio Coimbra.

Seguiu, a convite da Universidade de Stanford, em 1931, para os Estados Unidos, como professor extraordinário daquela Universidade. Voltando ao Brasil em 1932, Freyre instalou-se no Rio de Janeiro e permaneceu pesquisando e elaborando o livro “Casa Grande & Senzala”, e bibliotecas e arquivos.

Em 1933, enviou os originais ao seu editor, que o publica em dezembro. O livro posteriormente seria publicado em vários países como Argentina, Estados Unidos, França, Portugal, Alemanha, Itália, Venezuela, Hungria e Polônia.

A pedido dos alunos da Faculdade de Direito do Recife, em 1935, e por designação do Ministro da Educação, iniciou na referida escola superior um curso de Sociologia com orientação antropológica e ecológica.

Em 1942, foi preso no Recife por ter denunciado, em artigo publicado no Rio de Janeiro, atividades nazistas e racistas no Brasil, entre elas, as de um padre alemão a quem foi confiada, pelo governo do Estado de Pernambuco, a formação de jovens escoteiros.

Juntamente com seu pai, reagiu à prisão, quando levado para a Casa de Detenção do Recife. Eleito deputado em 1946, Freyre foi autor do projeto designado para a criação da atual Fundação Joaquim Nabuco e posteriormente presidente do conselho-diretor.

Freyre recebeu diversos prêmios ao longo de sua vida. Entre eles, da Rainha da Inglaterra Elizabeth II, recebeu o título de Cavaleiro do Império Britânico e do embaixador Hansjorg Kastl a Grã-Cruz do Mérito da República Federativa da Alemanha.

Além disso, pode-se citar o título de Cidadão de Olinda (1972), a cadeira 23 que ocupou da Academia Pernambucana de Letras (1986), o Prêmio Jabuti de Literatura (1973) e o título de Doutor Honoris Causa de diversas universidades brasileiras e estrangeiras.

Morreu no Recife, em 18 de julho de 1987. Devido à importância de sua obra para as ciências humanas e sociais no Brasil, foi criada a Cátedra Gilberto Freyre, pelo Conselho Universitário da Universidade Federal de Pernambuco.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *