Joaquim Maria Moreira Cardoso

(1897-1978) Engenheiro Civil Homenageado em 2012
Série Sinopses Biográficas

joaquim-cardosoCalculista e Engenheiro Civil: Joaquim Maria Moreira Cardoso, filho de José Antônio Cardoso e Elvira Moreira Cardoso, nasceu no dia 26 de agosto de 1897, na cidade do Recife, Pernambuco. Joaquim Cardoso começou a estudar engenharia em 1915, logo após o curso secundário no Ginásio Pernambucano.

Formou-se quinze anos depois, por causa da morte do pai e das dificuldades econômicas que o levaram a trabalhar como topógrafo. Em 1930, concluiu o curso de engenharia civil na Escola de Engenharia do Recife, tendo trabalhado nesse período como desenhista em projetos de irrigação e perfuração de poços tubulares e executado cálculos das curvas parabólicas verticais da primeira rodovia com pavimentação em concreto no Nordeste.

A partir de 1931, trabalhou na Secretaria Estadual de Viação e Obras Públicas, sobretudo como engenheiro rodoviário, integrando-se, posteriormente, à equipe do arquiteto Luiz Nunes, então contratado pelo Governo do Estado de Pernambuco, para organizar a Diretoria de Arquitetura e Construção, a primeira instituição governamental criada no Brasil com essa finalidade.

Foi professor da Escola de Engenharia do Recife e foi um dos fundadores da Escola de Belas-Artes do Recife. Cardozo renovou a concepção estrutural do concreto armado e os métodos de cálculo, contribuindo assim para a evolução da engenharia civil no País.

Começou, em 1939, a trabalhar em conjunto com Lúcio Costa e Burle Marx. Dois anos depois, conheceu Oscar Niemeyer e fez o cálculo estrutural para o Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte. A partir de 1956, quando Oscar Niemeyer foi nomeado diretor do Departamento de Urbanismo e Arquitetura da Novacap, começou sua impressionante atuação profissional como engenheiro calculista da maioria dos seus projetos arquitetônicos de formas arrojadas em Brasília.

Entre esses, destacam-se: Palácio da Alvorada, Congresso Nacional, Palácio do Itamaraty, Supremo Tribunal Federal, Catedral de Brasília, Ministério do Exército, Tribunal de Contas da União, Cine Brasília, Igreja Nossa Senhora de Fátima e o Museu de Brasília.

No Rio de Janeiro, ele calculou o monumento aos mortos da Segunda Guerra Mundial e o Maracanãzinho. Em São Paulo, a fábrica de biscoitos Duchen, que obteve o prêmio da Bienal de São Paulo, a Chácara Flora do Instituto dos Bancários, o Laboratório de Motores, as Oficinas e o túnel aerodinâmico do Instituto Tecnológico da Aeronáutica. No Recife, executou os projetos estruturais dos edifícios Bandepe e Bancipe, e dos prédios residenciais luxuosos da orla de Boa Viagem como Miguelangelo, Portinari e Valásques. Também projetou o Pavilhão Luís Nunes, atual sede do IAB (no passado Instituto de Verificação de óbitos da antiga Escola de Medicina), a Escola Alberto Torres e a Caixa d’Água de Olinda.

Cardozo pode ser considerado um intelectual (cientista) eclético, pois além de sido um notável engenheiro calculista, se eternizou como poeta, contista, desenhista e editor de revistas especializadas em arte e arquitetura. Como poeta, teve suas primeiras poesias datadas de 1924.Conviveu com poetas pernambucanos, como Ascenso Ferreira, Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto.

Publicou vários livros entre 1946 e 1975, usando como tema principalmente seu Recife natal e o Nordeste brasileiro. Em 6 de setembro de 1977, tomou posse na Cadeira 39 da Academia Pernambucana de Letras. Cardozo doou sua biblioteca, com aproximadamente 7.500 títulos, à Universidade Federal de Pernambuco. Recebeu muitas homenagens, entre elas, o título de doutor honoris causa pela (UFPE) e morreu em Olinda, vítima de arteriosclerose, no dia 4 de novembro de 1978.

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